Câncer de Próstata

Qualquer fã de futebol ou jogador sabe que a melhor defesa é um bom ataque.

Aprender sobre o risco de câncer de próstata é como aprender sobre o seu adversário futebol.

Quanto mais você souber, melhor você pode escolher as melhores peças para mantê-lo fora do jogo.

Comece por entender melhor o seu corpo.

Somente os homens têm próstata. Esta glândula em forma de noz faz parte do sistema reprodutor masculino.

O trabalho principal da próstata é ajudar a tornar o sêmen fluido para proteger e nutrir os espermatozoides.

A próstata se localiza abaixo a bexiga e em frente ao reto. Ela envolve a uretra como um anel.

As vesículas seminais se encontram junto à próstata e também adicionam fluidez ao sêmen.

Os problemas de saúde mais comuns da próstata felizmente não se relacionam com o câncer.

As mais frequentes são: aumento do volume da próstata (hiperplasia prostática benigna - HPB); doença inflamatória (prostatite) e menos frequentemente o câncer da próstata.

Homens que têm problemas ao urinar devem conversar com seu médico para uma avaliação mais adequada.

Comumente, utilizamos dois testes para verificar a saúde da próstata. Eles são: o exame retal digital e um exame de sangue chamado de Antígeno próstatico-específico (PSA). Homens entre as idades de 50 e 75 são candidatos à triagem para o câncer de próstata.

Homens com maior risco para desenvolver o câncer de próstata (aqueles com história familiar e PSA elevado) devem conversar com seu médico para uma avaliação mais adequada.

 

O que é hiperplasia prostática benigna?

A próstata pode se tornar aumentada e começar a causar sintomas a medida que nós homens envelhecemos.

A volume médio da próstata de um homem de 50 anos é semelhante ao uma noz. Entretanto pode atingir em alguns casos o tamanho de uma laranja. Esse aumento pode levar à uma compressão da uretra e levar ao surgimento de dificuldade para urinar.

 

Quem está sob o risco de ter uma próstata aumentada?

O principal fator de risco conhecido é simplesmente o processo de envelhecimento. Entretanto, história familiar, níveis elevados de glicose no sangue e obesidade também podem estar associados.

 

Como descobrir se minha próstata está aumentada?

A avaliação da condição de saúde de cada homem em profundidade, um exame físico detalhado, juntamente com um exame de toque retal são necessários. De forma complementar, exame de urina, ultra-sonografia e os seus níveis sanguíneos de PSA também podem ser utilizados.

 

Qual o plano de tratamento para hiperplasia prostática benigna?

Um aumento da próstata pode levar a danos da bexiga, infecção e mesmo danos aos rins.

Uma maneira de lidar com um aumento da próstata pode ser a utilização de medicamentos que facilitam o fluxo urinário ou diminuem o volume da próstata.

Há outras opções que podem aliviar os sintomas, como cirurgias minimamente invasivas.

Para informações mais detalhadas sobre os tratamentos disponíveis, consulte seu urologista.

 

Quem está sob o risco de desenvolver câncer de próstata?

Nos EUA estima-se o diagnóstico de cerca de 220.000 casos novos este ano. No brasil esse número é de aproximadamente 90.000 casos novos. Isso representa um Maracanã lotado em dia de fla-flu.

Na maioria das vezes o câncer de próstata se apresenta em estágios iniciais, com crescimento lento e conferindo um baixo risco de disseminação. Em outros casos a doença tem comportamento agressivo e coloca em risco a vida do homem, necessitando tratamento de forma breve.

 

Quem está sob risco de ter câncer de próstata?

Embora seja raro antes dos 40 o risco aumenta com o passar dos anos. Estima-se que 1 em cada 7 homens serão diagnosticados com a doença durante sua vida inteira.

Homens de raça negra, PSA maior que 4 ng/dl, com nódulo suspeito ao exame retal, com histórico familiar de câncer de próstata, são os que tem o maior risco de desenvolver a doença.

Uma dieta com baixo teor de gorduras animais, rica em fibras e vegetais, alem de exercícios regulares e não fumar, são atitudes que podem diminuir de forma significante o risco de desenvolver câncer e doenças cardiovasculares.

 

Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Em estágio iniciais geralmente não causa sintomas. Quando surgem, se confundem com os sintomas de hiperplasia prostática benigna, como: aumento da frequência urinária, dificuldade para iniciar a micção, dor durante a micção, jato urinário fraco, dentre outros.

É por essa razão que a avaliação por um urologista é essencial.

 

Como devo rastrear o câncer de próstata?

O rastreamento é importante pois tem a capacidade de detectar uma doença antes do surgimento dos sintomas.

A avaliação deve ser individualizada e seguir aos protocolos sugeridos pela Sociedade Brasileira de Urologia.

Todo urologista está habilitado para esse tipo de atendimento.

 

O que é o PSA?

PSA é uma proteína fabricada apenas pelo tecido prostático que tem a função de liquefazer o sémen e facilitar a motilidade dos espermatozóides.

Um nível elevado de PSA não significa necessariamente que você tem câncer de próstata. Na verdade, na maioria das vezes reflete alterações benignas da glândula.

O seu urologista possui as ferramentas adequadas para diferenciar as possíveis causas de elevação do PSA.

 

O que é o teste do PSA?

É um teste de sangue que faz parte da avaliação de risco para o rastreamento do câncer de próstata. Como regra geral, quanto menor o valor do PSA, menor o risco de desenvolver o câncer de próstata.

Uma elevação acelerado do PSA leva a possibilidade do aparecimento de alguma alteração na próstata, como inflamação; hiperplasia prostática benigna, infecção urinária e, de forma menos frequente, o câncer de próstata.

Dessa forma, a sociedade Brasileira de urologia recomenda iniciar o rastreamento do câncer de próstata, com a dosagem do PSA e exame digital retal, em todo homem acima de 50 anos e aos 45 anos para aqueles com histórico de tem um pai ou irmão com câncer de próstata diagnosticado antes dos 50 anos.

Seu urologista pode oferecer informações mais detalhadas sobre esta avaliação

 

O que é o toque retal?

Toque retal ou exame digital retal (DRE) faz parte da avaliação física completa que deve ser feita durante a consulta pelo urologista. Uma vez que a próstata tem grande proximidade com o reto, com esse simples exame podemos detectar a presença de nodulações e irregularidades no contorno da próstata.

O exame dura menos de 2 minutos e tem grande valor, juntamente com o PSA, para o diagnóstico ainda na fase sem sintomas da doença.

 

Ter um PSA elevado significa que tenho câncer de próstata?

Não necessariamente. Menos de 1/3 dos exames de PSA elevados são causados pelo câncer de próstata.

Caso o PSA e o toque retal esteja alterados, uma biopsia da próstata pode ser indicada. Entretanto uma avaliação completa de outras possíveis causas deve ser feita pelo urologista.

A biopsia da próstata ainda é o único método capaz de identificar a doença. Nada mais é do que a coleta de pequenos fragmentos do tecido da glândula para serem avaliados microscopicamente por um médico patologista.

Caso a doença seja identificada, o patologista atribui uma “nota” de agressividade à doença. Essa nota de agressividade nos ajuda a estimar a probabilidade da doença crescer e disseminar.

Existem outros teste que auxiliam na tomada de decisão e identificação da melhor opção de tratamento em cada caso.

 

Quais são os riscos do exame de PSA?

  • Um PSA “normal"pode não detectar alguns tipos de câncer de próstata (fenômeno conhecido como exame falso negativo)
  • Algumas vezes o teste pode sugerir a presença do câncer, quando na verdade a elevação d PSA se deve a alguma doença benigna da próstata (também conhecido como exame falso positivo)
  • Um exame falso positivo pode levar a uma biópsia desnecessária da próstata
  • Um PSA elevado pode leva à detecção de um tipo de câncer de próstata de crescimento lento e não precisaria qualquer tipo de tratamento
 

Quais são os riscos da biópsia e do tratamento em si?

Biópsia de próstata pode ter como efeitos adversos o sangramento urinário e infecção.

O tratamento do câncer de próstata também pode ter efeitos colaterais, como dificuldade de ereção e incontinência urinária.

Seu urologista pode oferecer mais detalhes e auxilia-lo na escolha da modalidade de tratamento mais adequada e com o menor perfil de risco em cada caso.

 

Quais são os possíveis tratamentos para o câncer de próstata?

a- Vigilância ativa: é um programa de acompanhamento regular onde seu urologista acompanha de perto a doença, através de exame físico regular, dosagem do PSA e eventualmente repetindo a biópsia da próstata.

A maioria dos canceres de próstata não representam um risco de vida, dessa forma, nem todos os casos necessitam tratamento imediato.

Novos avanços de exames de imagem e testes moleculares vem auxiliando na identificação dos casos mais agressivos.

Vigilância ativa é uma boa alternativa para homens sem sintomas e que apresentam doença de crescimento lento, assim como homens muito idosos e com outros problemas sérios de saúde.

b- Radioterapia: método que utiliza um tipo de Raio-x de alta energia para destruir as células do câncer. É um método alternativo à cirurgia.

Também poder ser usado após a cirurgia como uma espécie de complementação ou em casos de resgate em casos onde a doença voltou a se manifestar.

Exames de imagem ajudam a identificar a área precisa do tecido que precisa ser destruído.

A radioterapia pode ser externa, quando a radiação é emitida por um aparelho em uma sala especial, ou a radioterapia pode ser interna, quando a radiação é emitida por pequenas sementes do tamanho de um grão de arroz, implantado diretamente no tecido prostático.

c- Prostatectomia radical: é o procedimento cirúrgico que remove completamente a próstata, vesículas seminais e linfonodos próximos à próstata. Há várias técnicas para a remoção cirúrgica do órgão. Via incisão única abaixo do umbigo até o púbis; via incisão perineal única; via laparoscopia (que utiliza pequenas incisões por onde pinças delicadas sao introduzidas para a retirada da próstata com o auxilio de uma microcâmera); cirurgia robótica ( que utiliza a mesma via de acesso da laparoscopia e oferece recursos mais sofisticados de imagem em 3D e movimentos mais delicados e precisos durante a operação).

d- Crioterapia: destrói o tecido doente através do congelamento e aquecimento. O médico introduz pequenas agulhas dentro da próstata que resfriam o tecido através da utilização de gases. A área de resfriamento é controlada através de ultra-som intra-operatório, que diminui o risco de lesão aos órgãos ao redor da próstata.

e- Terapia hormonal: utiliza drogas para bloquear a produção de testosterona, que é um hormônio que tem um papel fundamental para o crescimento e disseminação do câncer de próstata.

Consulte seu urologista para mais informações. Esteja na frente dessa batalha contra o câncer de próstata. Tenha uma opinião bem esclarecida sobre os prós e contras de todas as opções de tratamento.

 

Quais são as causas de dificuldade de ereção após o tratamento de câncer de próstata?

Há nervos que facilitam o inicio da ereção que envolvem a próstata. A cirurgia ou radioterapia podem danificar essas estruturas delicadas, assim como o fluxo de sangue adequado para o penis.

Na maioria das vezes fazemos a cirurgia com objetivo de salvar essas estruturas nobres. Entretanto, em alguns casos em que a doença já invadiu alem dos limites da cápsula da glândula, essa abordagem não é possivel. Nestes casos, o cerebro nao é mais capaz de mandar estímulos para o penis, dificultando o inicio da ereção.

É importante atentar para o fato que homens em uso de terapia de bloqueio hormonal podem tambem experimentar alterações na libido e orgasmo.

Consulte seu urologista para informeções mais detalhadas.

 

Qual é o plano de tratamento para os problemas de ereção após o tratamento?

Para obter o maior benefício do tratamento é importante uma discussão aberta com seu médico sobre os riscos e benefícios de cada modalidade de tratamento.

Impotante também incluir a parceira na tomada de decisão. Essa atitude torna a recuperação mais suave e pode diminuir os níveis de ansiedade.

Atitudes simples, como atividade física moderada para manter o peso adequado e evitar o tabagismo, podem melhorar a qualidade das ereções.

Medicações orais geralmente úteis como primeira linha de tratamento. Entretanto, em casos com pouca resposta à essas medidas, seu urologista terá mais alternativas de tratamento, como medicações injetáveis e em casos selecionados, próteses.

O mais importante manter em mente é saber que você pode receber orientação especializada para atingir a saúde sexual desejada.

Consulte um urologista para maiores informações.

 

O que é o câncer de próstata avançado?

O câncer de próstata é dividido em 4 estágios.

  • Estágio 1: o tumor dentro da próstata é tão pequeno que só é detectado microscopicamente;
  • Estágio 2: o tumor já pode ser detectado pelo exame digital retal (o toque retal), mas ainda não rompeu a cápsula ou disseminou para órgãos vizinhos;
  • Estágio 3: o câncer disseminou para fora da próstata, mas apenas para tecidos proximos;
  • Estágio 4: o câncer disseminou para outros tecidos, como linfonodos, ossos, fígado ou pulmões.
 

Como eu saberei se meu câncer de próstata está avançando?

Mesmo com o tratamento o câncer de pr’soatata pode disseminar ou progredir. A melhor maneira de saber é através da monitorização dos níveis de PSA. Um aumento no PSA após o tratamento pode ser um sinal de atividade da doença. Com o passar do tempo, seu médico pode solicitar outros testes de imagem para avaliar a possibilidade de existir doença ainda em atividade em outras partes do corpo.

 

Qual é o plano de tratamento para o câncer de próstata avançado?

Se o câncer se apresenta em um estágio avançado, o próximo passo é consultar seu urologista para definir a melhor estratégia de tratamento. Há muitas opções de terapias para esse estágio da doença. Dentre essas opções temos: imunoterapia; quimioterapias; radioterapia; drogas com atividade óssea e terapia com medicina nuclear.

Nos últimos 10 anos, uma grande quantidade de novas drogas demostraram comprovado benefício. Com impacto positivo em qualidade de vida e controle da doença.


 

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